Entenda o que é o Hipotireoi​dismo

 O hipotireoidismo é um distúrbio hormonal que desacelera o metabolismo e pode causar aumento de peso. A tireoide é uma glândula localizada no pescoço, logo abaixo do pomo-de-adão. Mede cerca de 5 cm de diâmetro. Ela produz dois hormônios: a T3 (triiodotironina) e a T4 (tiroxina). As informações são do “Manual Merck de Informação Médica”.

Os hormônios T3 e T4 são responsáveis por controlar o metabolismo, que é a velocidade com a qual o organismo gasta energia. Eles influenciam várias funções vitais, desde a frequência cardíaca até a digestão.
O hipotireoidismo é o baixo funcionamento da tireoide. Os hormônios são produzidos em menor quantidade, e o metabolismo cai. O organismo funciona de maneira mais lenta como um todo, e uma consequência natural é o ganho de peso.
O distúrbio hormonal é mais comum em mulheres – estima-se que 10% das adultas sofram do problema – e em pessoas mais velhas. Porém, não se trata de uma regra, e ele pode ocorrer com qualquer pessoa em qualquer idade.
Uma das causas do hipotireoidismo é a falta de iodo – elemento usado pela glândula na fabricação dos hormônios. Presente no sal marinho, ele era, no passado, de difícil acesso para quem morava no interior. Hoje em dia, por lei, o sal de cozinha contém iodo.
O bócio, um inchaço da tireoide conhecido popularmente como papada, que se torna visível no pescoço, já não é mais tão comum. “A partir dos anos 1950, 1960, o sal passou a ser iodado. Se a gente reparar, no pacotinho de sal está lá: ‘sal iodado’. O sal iodado, ou o próprio sal marinho, que vem da água do mar, já ajuda muito a não ter o bócio”, explica o médico Luís Fernando Correia.

 O que se sente? Se o paciente não receber tratamento adequado até a quarta semana de vida, pode ocorrer retardo mental severo, surdez, e retardo no desenvolvimento de peso e altura. No recém-nascido, ocorre:

choro rouco
hérnia umbelical
constipação
apatia
diminuição de reflexos
pele seca
dificuldade de desenvolvimento

Na criança, a doença pode provocar déficit de crescimento associado à:

pele seca
sonolência
déficit de atenção
constipação
intolerância ao frio
apatia

No adulto, os sintomas são de:

intolerância ao frio
sonolência, constipação
inchumes nas extremidades e nas pálpebras
diminuição de apetite
pequeno ganho de peso
fraqueza muscular
raciocínio lento
depressão
cabelos secos, quebradiços e de crescimento lento
unhas secas, quebradiças e de crescimento lento
queda das pálpebras
queda de cabelos

Como o médico faz o diagnóstico?

No recém-nascido, deve ser realizada a triagem neonatal através da dosagem de T4 ou TSH em papel filtro. Se essas dosagens forem alteradas, o exame deve ser confirmado com os mesmos procedimentos no sangue e, se alterados, iniciar de imediato o tratamento.

No adulto, o diagnóstico é estabelecido pelas dosagens de T4 e TSH, e se os mesmos estiverem alterados (T4 baixo e TSH elevado), deve ser buscada a causa do problema através da pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase (anti-TPO), antimicrossomais ou antitireoglobulina, que demonstrarão a causa auto-imune do distúrbio. Em pacientes com cirurgia prévia, além dos anticorpos, pode ser realizada também a pesquisa do resíduo de tecido tireóideo remanescente através da ultra-sonografia ou da cintilografia de tireóide. Deve ser também analisado o perfil lipídico do paciente, uma vez que ocorre severa dislipidemia associada ao estado de hipotireoidismo.

Como se trata?

O tratamento de todas as formas de hipotireoidismo é realizado com Tiroxina (T4) em doses calculadas de 1,6 a 2,2 microgramas por Kg de peso corporal no adulto e de 3 a 15 microgramas por kg de peso corporal, dependendo da idade do paciente. O controle do tratamento é realizado pela dosagem de TSH, que deve se manter sempre normal. Nos pacientes dislipidêmicos devem ser monitorizados também os níveis de colesterol e triglicerídeos.

Como se previne?

Os casos que ocorrem após a cirurgia de retirada da tireóide por bócio nodular ou neoplasia podem ser prevenidos através de cirurgia adequada no momento em que a mesma é indicada para o tratamento de bócio. Nas demais situações pode ser realizado um diagnóstico precoce, porém prevenção primária não é disponível.  

Fonte: G1

 

 


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