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H1N1 – Tudo o que você precisa saber sobre a gripe H1N1

O tempo começou a esfriar e pronto, os narizes trancam, você se sente indisposto e quando menos espera, aquela gripe te pegou. Com tantas ressalvas, como identificar que se trata de uma gripe comum ou do H1N1 que os jornais tanto falam?

Nada substitui o relatório médico. Contudo, trouxemos algumas informações que serão muito importantes para vocês, neste momento!

O que é Gripe H1N1?

Doença ocasionada pela mutação do vírus da gripe, a H1N1 também é comumente conhecida como gripe suína. Podemos dizer que é um subtipo de Influenza A, e os indicativos da patologia são muito semelhantes a de uma gripe comum. E a transmissão da mesma, acontece da mesma maneira.

Vírus H1N1
Vírus H1N1

Um grande problema da doença é que ela pode gerar outras implicações de saúde muito graves nos pacientes que podem até mesmo levá-los à morte.

O vírus H1N1 ficou muito conhecido há uma década, no momento em que a epidemia desse subtipo da gripe suína ocasionou em duas mil mortes no território brasileiro.

No ano de 2018, foi registrado que o vírus foi responsável por aproximadamente 65% das mortes consequentes dessa patologia.

E a preocupação é contínua para o ano de 2019, uma vez que já foi registrado pacientes que contraíram a doença e foi fatal, principalmente no Amazonas, que por sinal antecipou a jornada de vacinação para combater o surto do vírus H1N1.

Transmissão do vírus

A transmissão acontece de uma pessoa para outra, por meio de partículas que saem da boca, por tosse e espirro. Existe também a possibilidade de pegar a doença através do contato com superfícies infectadas com gotículas respiratórias.

Conheça as formas de transmissão do vírus
Conheça as formas de transmissão do vírus

De acordo com o CDC (Center for Diseases Control), o centro de controle de doenças que fica localizado nos Estados Unidos e a OMS (Organização Mundial de Saúde), não existe risco desse vírus ser passado por meio do consumo de carne de porco.

Qual o período de incubação da Gripe Suína?

O período de contágio da doença é de um dia e meio a cinco, quando inicia o aparecimento de sintomas.

No entanto, existe também a possibilidade de que alguma pessoa tenha contraído a gripe H1N1 de maneira assintomática, sem manifestar nenhum sintoma.

O período de manifestação da gripe pode variar
O período de manifestação da gripe pode variar

No decorrer do período de contágio ou em cenários de infecções assintomáticas, a pessoa que contraiu o vírus também pode transmitir. E o tempo de transmissão da gripe em crianças pode ser de até duas semanas, enquanto nos adultos é de até uma semana.

O vírus pode começar a transmissão de até um dia antes do começo da manifestação dos sintomas. O período que tem mais probabilidade de incubação é quando existe sintomas, especialmente quando tem febre.

Pandemia

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), podem ser contabilizados 207 países e demais regiões que informaram casos confirmados da gripe suína entre os anos de 2009 e 2010.

Em 2010, apresentou-se o ápice da pandemia

Dentro desse tempo, foram notificados cerca de nove mil pessoas que morreram por causa da doença.

O surto do vírus H1N1 se iniciou no México, quando uma doença respiratória proliferou pela sociedade e logo chegou até o Canadá e Estados Unidos e, em seguida, para o resto do mundo, por causa das viagens de avião. E no mês de junho em 2010, a OMS declarou como pandemia a gripe H1N1.

Casos da doença em território brasileiro

No ano de 2017, foram confirmados 294 casos da gripe H1N1 no Brasil e 66 mortes por influenza. Foram registrados também 244 casos e 30 mortes por causa da H3N2, além de 44 casos e 5 óbitos por influenza A não subtipado e 81 casos e 24 mortes por influenza B.

No decorrer de 2017, foram confirmados 2.691 casos e 498 mortes por influenza.

Até 14 de abril do ano de 2018 foi confirmado 392 casos de influenza em todo o Brasil, com 62 mortes. Sendo cerca de 190 casos e 33 mortes por causa da H1N1.

Sobre o vírus H3N2, foram confirmados 93 casos e 15 mortes. E ainda foram confirmados 62 casos e 6 mortes por influenza B e 47 casos e 8 mortes por influenza A não subtipado.

Quais as diferenças entre o vírus H1N1, H2N3 e o H3N2?

Não existem muitas diferenças quando se relaciona o que os vírus causam, qual a forma de se prevenir e quais as formas de tratamento. O que se diversifica entre os três subtipos das doenças está nas proteínas específicas que um dos vírus possuem em sua superfície.

É necessário ter cautela
É necessário ter cautela

Podemos dizer que são cepas que se diversificam do mesmo vírus e que possuem características parecidas. A pouco tempo, o Ministério da Saúde divulgou que não existe o vírus H2N3 no país.

Causas

As primeiras fórmulas da gripe H1N1 foram encontradas em porcos, mas as possíveis mutações que ocorreram em seguida se transformaram também em um grande risco para os seres humanos.

O surgimento do vírus H1N1

Assim como todo vírus que é notificado como novo, no qual não costumam ter fórmulas preventivas, logo a gripe H1N1 se alastrou para o mundo todo.

É possível contrair o vírus da mesma maneira que a gripe comum, ou melhor, através das secreções respiratórias, principalmente por tosse, espirro e gotículas de saliva.

Depois de ser contaminada pela gripe suína, o paciente pode demorar cerca de um a quatro dias para desencadear os sintomas da mesma. E do mesmo jeito que, pode demorar aproximadamente de um dia a uma semana para ter a capacidade de passar para outras pessoas.

O vírus se espalha de forma muito rápida

O CDC (Center for Diseases Control) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), confirmaram que não existe a possibilidade de risco da doença ser transmitida por meio do consumo da carne de porco, uma vez que ele será abolido durante o cozimento da mesma em uma temperatura 71º, ou seja, elevada.

Fatores de risco

O vírus H1N1, assim como qualquer gripe comum, pode ser transmitida para pessoas de qualquer faixa etária, no entanto, no momento em que aconteceu a pandemia, pode-se observar que a gripe contaminou pacientes entre 5 e os 24 anos. Foram poucos registros da doença em pessoas com mais de 65 anos de idade.

Os fatores de risco mais conhecidos são:

  • Obesidade
  • Diabetes Mellitus
  • Fetos e Recém nascidos de mães que tiveram o vírus H1N1
  • Gravidez, especialmente no final da gestação
  • Imunodepressão, como por exemplo HIV e transplantados
  • Doença neurológica
  • Doença cardíaca
  • Asma
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

A maioria das pessoas que se desenvolvem em casos mais graves, e que precisam ser internadas em um hospital apresentam algum tipo de doença a priori.

Gripe Suína, como também é conhecida
Gripe Suína, como também é conhecida

Olhando para outros casos, uma a cada três pacientes que vieram a falecer por causa do vírus não apresentavam nenhum tipo de antecedente patológico.

Sem mencionar que, pessoas com mais de 50 anos de idade e comunidades indígenas também se apresentaram em contextos graves no decorrer da pandemia. Pacientes que tinham acima de 65 anos de idade passaram por um cenário mais brando e menos sério, concedido pelo contato a priori com o vírus H1N1 parecido no ano de 1957.

Sintomas do vírus H1N1

Confira abaixo quais os sintomas da gripe suína:

Os sintomas e sinais que se apresentam no contágio da gripe H1N1 são muito semelhantes com a de uma gripe comum, desencadeando mais modificações gastrointestinais. Os sintomas e sinais mais comuns entres os pacientes são:

  • Diarreia
  • Vômito
  • Cefaleia
  • Mal estar
  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Febre

Outros sintomas que não são tão comuns, mas que também estão presentes no vírus são:

  • Chiado no peito
  • Coriza
  • Falta de ar
  • Dores nas articulações
  • Dores musculares
  • Tremores e calafrios

Procurando por auxílio médico

É muito importante procurar pelo o auxílio de um profissional se os sintomas persistirem e forem muito intensos nas primeiras 48 horas, como por exemplo se a pessoa manifestar dispnéia, ou seja, falta de ar e se essa complicação continuar por mais de uma semana, é extremamente importante buscar por ajuda médica.

Procure auxílio médico

Durante o outono e inverno, momento em que a existência do adoecimento por conta da gripe é mais alta, nem sempre os médicos pedem exames para fazer uma comparação.

Até mesmo porque o tratamento continua sendo igual. Mas se achar interessante e necessário, você pode solicitar a realização do mesmo.

Durante a consulta médica

Qualquer profissional qualificado para o cargo pode diagnosticar a gripe H1N1, no entanto alguns são especialistas no assunto e podem apresentar mais experiência com o assunto, como por exemplo:

  • Pneumologista
  • Infectologista

E ir preparado para a consulta médica pode agilizar e facilitar o diagnóstico, reduzindo dessa forma, o tempo de investigação para constatar a doença. Por isso, você pode chegar para a consulta com dados como:

  • Uma lista com todos os sintomas e sinais que você identificou e há quanto tempo e com qual frequência eles se manifestaram;
  • Histórico médico, inclusive deve incluir todas as outras condições que a pessoa apresenta e suplementos e medicamentos que o mesmo toma com frequência;
  • Exames de sangue antigos e recentes ou de imagem, para poder realizar a comparação entre eles
  • E se existir a possibilidade, peça para que uma pessoa da sua confiança te acompanhe até a consulta.

É provável que o médico faça muitas perguntas, assim como:

  • Você tomou vacina para o vírus H1N1?
  • Você já sentiu falta de ar? Com qual frequência?
  • Você esteve recentemente em lugares fechados ou com uma grande quantidade de pessoas aglomeradas?
  • Você manteve contato com alguém que esteve doente?
  • Quais são os seus sinais e sintomas?
  • Quando eles começaram a surgir e com qual frequência?

Outra fator importante para esse momento, é levar consigo suas dúvidas por escrito para a consulta, iniciando pela qual é mais relevante.

Você pode tirar todas as dúvidas na hora da consulta

Isso assegura que você terá todas as questões mais importantes respondidas antes da consulta finalizar. Para a doença em questão, alguns questionamentos comuns incluem:

  • Quais os tratamentos para a gripe H1N1?
  • Qual é a causa mais comum e provável da transmissão do meu vírus?
  • Quanto tempo posso ficar contagioso após começar o tratamento para a gripe?
  • Há alguma alternativa genérica para o medicamento que é prescrito para mim?
  • É necessário voltar para uma consulta de acompanhamento?

Não deixe de fazer outras perguntas que deseja, caso surjam novos questionamentos durante a consulta, aproveite esse momento para tirar todas as dúvidas possíveis do seu caso.

Diagnóstico de Gripe H1N1

A hipótese da gripe suína se manifesta em pessoas com caso de sintomas e sinais compatíveis com o do vírus. Começando com o caso clínico, o médico pede o exame laboratorial para registrar com certeza a existência do vírus H1N1.

O exame de sangue é crucial para fechar o diagnóstico

Conforme a frequência dos sintomas, o exame pode ser ou não positivo. Se acontecer do exame dar negativo, não pode-se excluir totalmente a possibilidade do diagnóstico.

Para ser confirmado no começo como gripe, é preciso que a pessoa apresente febre de 37, 38ºC ou ainda mais, tosse ou dor de garganta. E existir um exame laboratorial positivo para a gripe H1N1, pode-se considerar fechado o diagnóstico.

Tratamento de Gripe H1N1

O tratamento mais relevante para qualquer cepa do vírus influenza é realizado por conta da utilização do antiviral baseado em fosfato de Oseltamivir (Tamiflu), que apenas deve ser utilizado com prescrição médica.

As principais recomendações do uso desse medicamento são quadros que avançam gravemente, aqueles pacientes que necessitam de internação hospitalar e pessoas de risco, como mulheres em puerpério, gestantes, idosos, crianças e em com doenças crônicas. O oseltamivir tem um melhor resultado quando é ingerido no começo do caso.

Esteja atenta as mediações necessárias

Assim como em qualquer gripe, as possibilidades de tratamentos são sintomático, com expectorantes, analgésicos, antitérmicos, que dominam os sinais da gripe, como dores e febre.

Os antivirais só precisam ser usados sob prescrição médica, para quadros específicos. Sem falar que, é recomendado que a pessoa fique em repouso, ingira muito líquido e mantenha uma dieta equilibrada.

Medicamentos para Gripe H1N1

Os medicamentos que são mais indicados e usados em tratamentos para essa doença foram listados abaixo:

Apenas um médico especialista pode prescrever qual o melhor medicamento para o seu caso em específico, assim como também a dosagem certa e a duração do processo de tratamento. Por esse motivo, é muito importante seguir corretamente as indicações do médico e jamais tente se automedicar.

Não pare de usar os medicamentos durante o tratamento sem consultar o médico que está te acompanhando ou tente utilizá-lo em maiores quantidades ou mais vezes do que o recomendado, leia a bula e siga restritamente às suas instruções.

A gripe H1N1 tem possibilidade de cura?

Normalmente o prognóstico é algo bom, mas existem certos quadros, de acordo com a gravidade da situação, o vírus H1N1 pode levar o paciente a falecer.

Seguir as instruções e repousar é o mais aconselhado

No entanto, quando a pessoa segue corretamente o que é recomendado pelo seu médico tem grande possibilidade de resolução do caso.

Possíveis complicações

As possíveis implicações frequentes do vírus H1N1 são muito comuns em mulheres grávidas e em pessoas com uma faixa etária mais avançada. As principais são:

  • Falência de múltiplos órgãos
  • Insuficiência renal
  • Miocardite
  • Convulsões
  • Infecção bacteriana
  • Pneumonia

A deficiência respiratória é um sinal que se faz presente em grande parte dos casos regulares da gripe suína. Em quadros mais graves, ela pode levar a pessoa a óbito.

Prognóstico/Convivendo

O paciente precisa se manter em repouso e permanecer em casa, isso auxilia no tratamento e na recuperação do mesmo, além disso evita a transmissão do vírus para familiares, amigos, colegas e/ou conhecidos de trabalho e escola.

Ter uma alimentação equilibrada e ingerir bastante água são muito importante para facilitar e ajudar na recuperação.

Prevenção- Como evitar o vírus H1N1?

A prevenção do vírus H1N1 deve seguir as mesmas orientações de prevenção de qualquer gripe comum, mas o cuidado precisa ser redobrado:

  • Procure evitar o contato muito próximo com alguém que esteja contaminado pelo vírus;
  • Busque lavar as mãos com água e sabão com frequência e tente evitar de colocar as mãos na região do rosto e, especialmente, à boca;
  • Tenha sempre um frasco de álcool-gel para assegurar que as suas mãos mantenham-se sempre bem esterilizadas;
  • Tenha hábitos saudáveis. Mantenha uma alimentação equilibrada e consuma muitas frutas e verduras. Lembre-se de beber pelo menos 2 L de água por dia.
  • Não divida com outras pessoas utensílios de utilização pessoal, assim como travesseiros, talheres, copos e toalhas;
  • Se acreditar que é necessário, use uma máscara no rosto para conseguir se proteger de gotículas contaminadas que podem estar presentes no ar;
  • Procure evitar de ir para lugares fechados com aglomeração de pessoas
  • Investigue com um médico se existe necessidade de tomar a vacina que já foi criada para combater o vírus H1N1.

Vacinação

A vacina da gripe H1N1 estão disponíveis rede pública para mulheres grávidas, pessoas com doenças crônicas, comunidade indígenas, crianças de 6 meses a 4 anos de idade, mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias, profissionais que trabalham na área da saúde, pessoas na faixa etária de 60 anos de idade ou mais.

As vacinas são consideradas trivalentes, ou melhor, proporciona a imunização contra três tipos de vírus diferentes.

A vacinação é cedida pelo Estado, gratuitamente

A fórmula da vacina é indicada por ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS), à base dos dados recebidos de todo o mundo de acordo com frequencia das cepas circulantes.

Dessa maneira, a cada ano a composição da vacina varia, para combater todos os tipos gerais do vírus que desenvolvem em determinada época.

A Farmadelivery possui um departamento específico de medicamentos para combater os sintomas da gripe e resfriados.


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