terça-feira, março 2, 2021

Como saber se uma pessoa tem asma e como é feito o diagnóstico?

A asma é uma condição de saúde que atinge cerca de 20 milhões de brasileiros, e é caracterizada por quadros de tosse intensa, sensação de falta de ar, aperto no peito e crises respiratórias que podem ocorrer entre 1 e 4 vezes ao ano, dependendo da gravidade do quadro de cada paciente. Mas como saber se uma pessoa tem asma?

A grande maioria dos casos de asma é descoberto ainda na infância, quando a criança começa a apresentar dificuldades respiratórios e crises alérgicas recorrentes. Porém, em situações mais brandas, o paciente só descobre que tem asma durante a vida adulta.

Enquanto em alguns casos apenas avaliar os sintomas e investigar quadros de asma na família seja o suficiente, em outros pode ser necessário submeter-se a vários tipos de exames para confirmar a suspeita.

Para que você entenda melhor como saber que o paciente é asmático e quais exames deve-se fazer, separamos um post explicativo sobre o assunto para tirar todas as suas dúvidas. Veja a seguir!

Como saber se uma pessoa tem asma?

Avaliação clínica

O primeiro passo para descobrir se o paciente é portador da asma é fazer uma avaliação clínica, que consiste em analisar os sinais e sintomas que a pessoa apresenta, além de avaliar o histórico familiar e presença de uma possível alergia.

na consulta o profissional da saúde examinará o paciente para saber se a pessoa tem asma
na consulta o profissional da saúde examinará o paciente para saber se a pessoa tem asma

Os sintomas que ajudam a confirmar o diagnóstico são:

  • chiado ao respirar;
  • falta de ar;
  • tosse intensa;
  • dificuldade para encher o pulmão de ar;
  • aperto no peito.

Outra situação que também demanda a atenção do médico são as crises noturnas, que muitas vezes podem acordar o paciente pela falta de ar durante o sono.

O que o paciente deve dizer ao médico durante a avaliação clínica?

É importante que o paciente dê ao médico todas as informações necessárias para que o diagnóstico seja feito de forma mais precisa e mais rapidamente, incluindo o tempo de duração das crises, intensidade, frequência e quais atividades estava praticando na hora que a crise foi desencadeada. 

Exames

Depois da avaliação clínica, o médico pode sentir necesidad de solicitar exámenes específicos para descartar ou confirmar as suspeitas de asma.

O exame mais indicado para isso é a espirometria, que tem como finalidade identificar o estreitamento dos brônquios por meio da avaliação da quantidade de ar que o paciente consegue expirar depois de uma respiração profunda, além da rapidez que ele é expelido.

Veja mais sobre esse exame clicando aqui!

Em seguida, de acordo com o resultado do exame, o médico também poderá solicitar:

  • exames de sangue;
  • raio X do tórax;
  • tomografia computorizada.

No entanto, esses exames normalmente não são usados para diagnosticar asma e sim para descartar outros possíveis problemas pulmonares como pneumotórax e pneumonia, por exemplo.

Quais os critérios usados pelo médico para o diagnóstico da asma?

Para que o paciente seja diagnosticado com asma, o médico normalmente leva as seguintes informações em consideração:

  • 3 ou mais episódios de chiado na hora de respirar nos últimos 12 meses;
  • sintomas como tosse, falta de ar, chiado ao respirar, aperto no peito por mais de 2 meses, especialmente à noite ou pela manhã;
  • resultados positivos nos exames de diagnóstico da asma;
  • exclusão de outras doenças como bronquiolite, apneia do sono ou insuficiência cardíaca;
  • histórico familiar de asma;
  • melhora dos sintomas depois do uso de medicamentos para asma como anti-inflamatórios e broncodilatadores.

Como saber qual é a gravidade da asma?

Depois da confirmação do diagnóstico, o médico deverá identificar qual a gravidade dos sintomas, além de entender alguns fatores que podem desencadear cada um deles. A partir disso, o médico saberá adaptar as doses dos medicamentos e tipos de remédios que serão utilizados.

Para saber a gravidade do quadro, normalmente considera-se:

  • asma leve: sintomas semanais, crises noturnas mensais, necessidade de usar broncodilatador apenas de vez em quando, limitação das atividades nos momentos de crise e crises que afetam o sono e as atividades;
  • asma moderada: sintomas diários, crises noturnas semanais, necessidade de usar broncodilatador diariamente, limitação das atividades nos momentos de crises e crises que afetam o sono e as atividades;
  • asma grave: sintomas diários e contínuos, crises noturnas quase todos os dias, necessidade de usar broncodilatador diariamente, limitação das atividades contínua e crises que afetam as atividades frequentemente.
o diagnóstico da gravidade da asma é baseado na frequência dos sintomas e crises
o diagnóstico da gravidade da asma é baseado na frequência dos sintomas e crises

A partir do diagnóstico da gravidade da asma, o especialista deverá orientar o tratamento mais adequado, que de modo geral envolve medicamentos anti-inflamatórios e bronco dilatadores.

O que desencadeia os sintomas e crises de asma?

Normalmente o que desencadeia as crises da asma são alterações climáticas, mofo, poeira, tecidos específicos como lãs e uso de certos medicamentos. Em alguns casos, o paciente identifica fatores específicos que desencadeiam os sintomas apenas ao longo dos anos e não no momento do diagnóstico, o que deve ser sempre informado ao médico.

Durante o tratamento, é essencial que o paciente evite contato com esses agentes para amenizar os sintomas.

Agora que você aprendeu como saber se uma pessoa tem asma, não deixe de procurar um médico caso note alguns dos sintomas citados acima ou caso tenha histórico de asma na família e desconfie de um possível quadro. Não deixe de informar o profissional a respeito dos seus sintomas, frequência das crises e possíveis agentes que fazem o quadro piorar.

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Segundo Drauzio Varella, a Asma é o estreitamento dos brônquios (canais que levam ar aos pulmões) que dificulta a passagem do ar provocando contrações ou broncoespasmos. As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil para quem tem principalmentenas crises.

A asma acomete pessoas de qualquer idade. A maioria dos casos, todavia, é diagnosticada na infância e é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família.

A maioria dos pacientes com asma é tratada com dois tipos de medicação: medicação controladora ou de manutenção que serve para prevenir o aparecimento dos sintomas e evitar as crises de asma e a medicação de alívio ou de resgate que serve para aliviar os sintomas quando houver piora da asma. Nunca se automedique, compre seus medicamentos somente com indicação médica.

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